sexta-feira, 31 de outubro de 2008

IBovespa, 30-10


A cunha foi rompida, a LTB de curto prazo perdida, e a tendência agora é de alta para os principais ativos do IBovespa.
A notícia de um desquecimento da economia americana (-0,3%), menor que o esperado, retirou o índice Dow de sua zona de indefinição, mas trazendo reflexos apenas a alguns mercados mundiais.
Para o IBov, a principal reta de resistência de baixa passa em 46 mil pontos. Vale pode alcançar $30 e $34, e Petro $27 e $31.
IBOV 35.700 -> 34.500 ou 38.500 <- 40.000 e IFR 51
BBDC4 24,70 -> 23,80 ou 26,50 <- 27,00 e IFR 57
PETR4 22,00 -> 21,10 ou 23,70 <- 24,25 e IFR 46
VALE5 24,00 -> 23,20 ou 25,80 <- 27,00 e IFR 52

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

IBovespa, 28-10

A forte alta de mais de 13% levou o IBOV a se aproximar da LTB secundária, formada pelas quedas dos últimos dias, o que deve garantir altas por mais um ou dois dias. No entanto, é pouco provável que a LTB seja vencida.

sábado, 25 de outubro de 2008

Ibovespa, 24-10

Feio, feio, feio... nem o lucro recorde de mais de 12 bilhões anunciado pela Vale (diga-se de passagem, resultado da desvalorização cambial, o que não é notícia boa para economia como um todo) foi suficiente para animar o ânimo dos investidores.

O IBOV perdeu o suporte em 33140, após queda de -6,91% e futuros em -7,68%; em suma, encontra-se em queda-livre.

A questão é que o Brasil, outrora a "fortaleza" de um mundo em crise, agora, pode ser a vítima da vez. O problema dos prejuízos das exportadoras com derivativos cambiais pode não ter chegado ao fim e, o que é pior, pode se espalhar para o setor bancário, financiador das empresas com problemas. E como os bancos podem estar receosos em financiar seus pares, o governo emitiu uma confusa MP autorizando bancos públicos a comprarem bancos privados em dificuldade. Então é o seguinte: ou estamos na beira de uma quebradeira, ou o Ministério da Fazenda exagerou na dose.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Ibovespa, 22-10

O candle do dia 21 não foi de todo ruim porque já era esperado para a continuação da formação de um triângulo simétrico, e foi nítidamente influenciado pela baixa em Wall Street. É claro que o rompimento prematuro deste triângulo seria uma notícia melhor, mas seria um exageiro também, pois a alta do dia 20 foi muito forte.

No entanto, a queda de ontem foi forte também e, com as bolsas asiáticas e européias abrindo em baixa nesta quinta, significa que poderemos testar o suporte pela terceira vez. Caso este seja perdido, estaremos novamente sem fundo... e isso não é bom.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

IBovespa, 21-10

Apesar da queda do Dow (-2,50%) e do desastre argentino (-11%), a Bovespa fechou estável (-0,29%). Isso é muito importante para a bolsa brasileira recuperar a razão e reduzir a volatilidade (reparem no Bollinger afunilando). 

No entanto, permanece o que parece ser um processo de acumulação, para romper o triângulo. Se amanhã cair, não deve romper os 37.600 ou os 35.650; e entraria em congestão. Se romper, segue em alta.

Match: dólar x commodities

No link, o dilema que o Bacen enfrenta: o dólar alto continuará pressionando a inflação ou a queda no preço das commodities compensará?

IBovespa, 20-10


O IBOV ainda não sinalizou alta de curto prazo, estando dentro de uma área de congestão, com resistências em 39600 e 41400. Além disso, ressalto que a alta do dia 20 foi muito forte, o que ainda não colabora para a redução da forte volatilidade.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

IBovespa, 16-10

O Ibovespa, após chegar a cair mais de 11% e acionar, mais uma vez, o circuit break, recuperou-se, principalmente em função das siderúrgicas e empresas de consumo interno, fechando em baixa de -1,06%.

No entanto, o índice não superou a resistência formada no fundo de ontem, em 36700. Porém, isso pode ser uma boa notícia, pois pode significar que o índice seguirá reduzindo a amplitude da oscilação, formando um triângulo, o que é imprescindível para a formação de uma tendência de alta de curto prazo consistente, no futuro próximo.

Destaques: CSNA3 (+16,93%), rumo ao topo em R$ 35,00; PETR4 (-5,75%), mas que está com a tendência de baixa esgotada nos indicadores.

Há espaço para alta no IBovespa nesta sexta, bem como para PETR4 e VALE5, embora é nítida a indefinição de tendência para todos os ativos.




quarta-feira, 15 de outubro de 2008

As razões para a queda de hoje.


No link: liquidez da Bovespa, falta de poupança interna e concentração em Vale, Petro e Siderúrgicas. No entanto, eu aponto o terceiro como conseqüência do segundo, não como uma causa necessária. Se o mercado opera só meia dúzia de papéis, isso já vem de bastante tempo, não começou agora.

Além disso, se as altas não forem comedidas, isso acontecerá de novo. E elas não serão sem o investidor interno voltar a acreditar na bolsa. Só os especuladores estão à espreita.

IBovespa, 15-10


Tinha gente dizendo que não teria mais essas oscilações malucas...

O fato é que está sendo impossível afirmar isso. O Ibovespa reagiu a 7 pregões de baixa, e desfez a cunha, mas houve "pressa" para chegar na LTB mais uma vez. Conforme previsto, o índice atingiu 43100, parou em 43756, e depois caiu ontem mesmo. O mercado está bastante técnico e, portanto, nenhuma alta brusca e repentina (como os 7% de ante-ontem) se sustentará.

Às 17h, nos últimos 30 min, o volume se intensificou e ocorreu uma reação no suporte testado pelo IBOV. No entanto, o Dow Jones fechou (8577) abaixo do seu suporte (em 9100). Podem acontecer novas quedas amanhã e o suporte imediato (em 35490) pode ser perdido.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

IBovespa em 13-10

O IBovespa interrompeu as fortes quedas (+14,66%) e deve continuar a recuperação pelo menos até 43100, a próxima resistência, na qual deve ocorrer alguma realização.

Destaque para BBDC4 (23,98%) e ITAU4(24,95%). O mercado interno também está em alta, como mostram Gafisa (23,10%), Lojas Americanas (20,32%) e Perdigão (20,77%).

Maiores altas:

MRVE3 13,99     +33,24 
UGPA4 43,00 +31,14
OHLB3 13,90 +30,76 
BTOW3 28,75   +27,21
FFTL4 15,09   +25,75

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Ninguém segura o dólar! :-)


Os saques efetuados por estrangeiros seguem derrubando a Bovespa. Só que não é só isso. Por causa do pânico que tomou conta geral dos agentes, tem muita gente comprando dólar para zerar posições vendidas no mercado futuro. Até quando isso vai?

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Qual a explicação da virada de 180º da bolsa, nesta sexta?

Eu já ia dizer no meu blog o que aconteceu quando li o blog da Miriam Leitão. Resolvi não gastar palavras e apenas repetir o comentário dela:

A queda de 3,5% do Ibovespa pode ter pego muito investidor de surpresa, mas repete o padrão do comportamento em momentos assim: a bolsa sobe na expectativa (ou no boato) e realiza no fato. Quem vê o mercado de forma mais mecânica acreditava que os ativos subiriam quando o pacote fosse, enfim aprovado, mas na verdade, o que houve foi alta durante a espera e queda após a confirmação. Quem apostava na alta argumentava que a queda havia sido muito forte, de 7,34%, na véspera.
Fonte: http://oglobo.globo.com/economia/miriam/.

Agora, vou dizer o que a Miriam não disse: isso se chama especulação. Os especuladores sabiam que a aprovação do pacote e recuperação da bolsa era senso comum. Há muitas técnicas para "hackear" o mercado. Não é a primeira e nem será a última vez que este fenômeno, e tantos outros, acontecem. Isso também aconteceu, na Bovespa, no dia do segundo grau de investimento.

Na figura, o intraday-15 de VALE5. O pacote foi aprovado em torno de 14:30 (a segunda barra vertical no gráfico). O mercado já tinha deixado de acumular há algumas horas (a partir da primeira barra). O pico do anúncio foi repique, e só ajudou na precipitação. Vale lembrar que gap sempre é fechado, cedo ou tarde. E o gap da abertura, formado pelos compradores incautos, fechou no mesmo dia. Ponto para os especuladores.


Petrobras 2/10/2008

A Petrobras ainda não perdeu a LTA, mesmo com tanto pânico no mercado, o que só faz aumentar a importância desta. No entanto, o papel ainda está oscilando, sem definição de tendência.

PETR4 com suportes em 31.30 e 30.70, e resistências em 33,95 e 35,15.

O IFR em 45 indica cautela, nada de operações.

IBovespa 2/10/2008

O IBovespa voltou a testar o suporte imediato em 45000, acompanhando a tendência do Dow Jones.

A tendência permanece baixa para o curto prazo, mas se a sexta-feira fechar a cima do fundo formado, este poderá ter sido o fundo do poço. Então, ainda há esperança de recuperação. No entanto, é preciso romper a resistência imediata em 49900, para caracterizar a reversão de tendência de curto prazo.

Não precisa nem dizer que para o longo prazo, a tendência ainda é de baixa.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Análises do Merril Lynch para o Brasil


O banco de investimentos Merrill Lynch ajustou sua carteira de títulos de dívida externa de países emergentes, elevando os títulos da dívida brasileira e da Rússia da média de mercado para acima da média (18/3/2008).

Os investidores americanos receberam o sinal verde para investir. Há muita gente que só faz isso em países com grau de investimento. A partir de agora, esperamos um aumento de procura pelas ações do Brasil – diz Karan Madan, chefe do setor de Américas da Merrill Lynch (JB, 2/5/2008).

Merrill Lynch: sinal amarelo aos mercados emergentes e Brasil. [...] Desde o final do ano passado, o mercado brasileiro acumula uma valorização de quase 11%, ao passo que o desempenho dos Brics [...] é de queda de cerca de 14% no mesmo período. "À luz de tamanha valorização em período tão curto de tempo, a atratividade do Brasil frente aos outros países do Bric decaiu e investidores precisam ficar mais atentos à possibilidade de uma realização de lucros no curto prazo" (InfoMoney, 10/7/2008).

A leitura do mais recente relatório da Merrill Lynch acerca dos emergentes leva à conclusão de que as condições do mercado ainda não são favoráveis a um rali de recuperação nas bolsas desses países (InfoMoney, 11/9/2008).

Os países BRICS crescem, mas às custas do capital dos países desenvolvidos. Uma crise lá implica em saída de capital daqui, para "tapar o rombo" dos bancos de investimento de lá. Não há como a crise não nos contaminar. A citada alta de 11%, no mesmo período em que o mundo desacelerava, foi resultado do "efeito pré-sal" e do "efeito grau-de-investimento". Provavelmente financiamos um ágio para a saída dos estrangeiros.

E fica a questão: o ML é um dos observadores ou é um dos influenciadores do comportamento do mercado?

Brasil é dos que mais remetem lucros aos EUA

Ontem o Departamento de Comércio dos EUA divulgou dados que mostram que o Brasil é o 13º país que mais remete lucros para as empresas norte-americanas, superando Japão e os outros BRICs. As remessas cresceram 44% em volume nos 12 meses até junho. O conjunto de todos os outros países apresentou crescimento mais moderado, se comparado ao brasileiro, de 15,5%, nas remessas em 12 meses.

Isso é resultado de duas coisas: da crise americana e do crescimento da economia brasileira. A crise faz com que as empresas multinacionais de lá demandem mais esses envios (no entanto, aumento do pagamento de lucros e dividendos, em geral, implica redução nos investimentos), e como o Brasil está crescendo, as empresas por aqui tem lucros para enviar.

Fonte: Blog da Miriam Leitão.

Brasil, bem preparado para a crise, deve entrar no G-7

Para os maiores bancos do mundo, o Brasil está bem preparado para suportar os trancos que a crise financeira dos Estados Unidos continuará provocando em todo o mundo. Além disso, eles acham que “está mais do que na hora” do G-7, que reune os países mais ricos do mundo, incluir o Brasil como membro permanente desse seu clube fechado.


Em entrevista coletiva aqui em Washington, minutos atrás, Charles Dallara, diretor-gerente do Institute of International Finance (IIF), entidade que reune os 380 maiores bancos do mundo, afirmou que o Brasil “é um bom exemplo de país que vem fazendo muito para fortalecer a sua capacidade de recuperação”.

- O mercado brasileiro está sendo afetado pela crise americana, como os demais, mas há uma enfática resistência à ela no país. Os seus bancos estão bem capitalizados e são bastante rentáveis. A inflação está sob controle. Por isso não vemos grandes dificuldades para o Brasil enfrentar essa situação – disse Dallara.

José Meirelles Passos

Durante a entrevista ele divulgou carta que o IIF enviou esta manhã aos ministros de finanças e presidentes de bancos centrais que participam do Comitê Monetário e Financeiro Internacional, do Fundo Monetário Internacional, liderado pelos países ricos, afirmando – entre outras coisa – que “já está mais do que na hora de uma adaptação do G-7 para incluir vários países dos mercados emergentes sistematicamente importantes como parceiros permanentes”.

Segundo ele, os novos sócios têm muita contribuição a dar na solução de crises como a atual. Logo em seguida, em conversa comigo, Dallara esclareceu aquela sugestão, dizendo que o G-7 tem de se transformar em G-10 ou talvez G-11 e o Brasil, segundo ele, tem de estar nesse grupo:

- Brasil, China e Índia têm de ser admitidos imediatamente no G-7. Talvez possamos incluir também a Coréia do Sul. É uma vergonha que o G-7 ainda não tenha acordado para essa necessidade. É preciso fazer isso, e fazê-lo imediatamente! – afirmou Dallara.

Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/passos/post.asp?t=brasil_bem_preparado_para_crise_deve_entrar_no_g-7&cod_Post=130082&a=56

Bolsas caem após aprovação do pacote no Senado

Após a aprovação no Senado, a Câmara dos EUA não deve criar obstáculos para o pacote. Todas as partes interessadas foram contempladas com uma fatia do bolo, e os eleitores já veem o pacote com bons (ou menos piores) olhos. Nem por isso teremos uma mudança na expectativa dos agentes quanto ao futuro da economia real. Apenas a catástrofe iminente foi evitada... pelo menos por enquanto.

Portanto, a deliberação do pacote vai saindo aos poucos de cena, perdendo importância para os players do mercado. Sem surpreender ninguém, a NYSE e a BOVESPA estão caindo com força. O principal efeito da crise americana nas bolsas é o aumento da volatilidade. Choques como o de segunda feira fazem as bolsas perderem rapidamente suportes e aumentam a volatilidade. A histeria já levou os índices, por mais de uma vez, do fundo ao topo e do topo ao fundo em praticamente um único dia. Logo, a tendência de todos os mercados ainda é de baixa para o longo prazo. No curto e médio, teremos repiques e oscilações naturais para mercados com alta volatilidade.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Líderes no Senado confiantes na aprovação

Os jornais americanos noticiam que os líderes no Senado estão confiantes de que conseguirão aprovar hoje o pacote de US$ 700 bilhões. A votação está programada para acontecer depois das 21h30m, em horário aqui do Brasil. Caso o projeto passe, a Câmara poderia votar na próxima sexta-feira.

Nesta casa, porém, as negociações continuam difíceis. Apesar das mudanças feitas no projeto com objetivo de ampliar o socorro às pessoas físicas, há o temor de que os deputados façam alguma represália pelo Senado ter se adiantado para votar primeiro. Como estamos a pouco tempo das eleições, não dá para descartar novas surpresas.


por Míriam Leitão

01/10/2008: IBOV, PETR4 e CMIG4.

O Congresso Norte-americano deve votar novamente o pacote, mas com modificações no sentido de incluir medidas que promovam o apoio popular. Uma das medidas é deverá ser o aumento do limite da garantia dos depósitos de 100 para 250 mil dólares. Nenhuma destas medidas, no entanto, deverá evitar a recessão na economia real, mas pelo menos o pacote evitará o agravamento desta, ao previnir a ruína do sistema financeiro.

Na esperança de aprovação do pacote, o IBovespa corrigiu as perdas exageradas da segunda-feira, como já era esperado. Destaque para a Petrobras, que mantem a tendência de alta no curto prazo. Outro destaque é a Cemig. O mesmo não pode se dizer do principal índice da Bovespa, que mantém a inclinação baixista.

IBOV com suportes em 48.100 e 47.150, e resistências em 50.800 e 51.860 (IFR 48).

CMIG4 com suportes em 37,10 e 36,00, e resistências em 38,90 e 40,00 (IFR 69).

PETR4 com suportes em 33,80 e 33,00, e resistências em 36,00 e 36,38 (IFR 56).

PETR4