quinta-feira, 28 de maio de 2009

Perspectivas para o IBovespa e para o Dow

Parece que estamos chegando no fim do túnel... e a luz no final não é branca. O IBovespa parece estar em uma cunha baixista; se perder o nível de 50500, iniciaremos uma correção com objetivo em 43 mil pontos. A resistência principal está em 53092. Repare que no semanal, estamos em baixa há um bom tempo.

No Dow, a sinalização baixista é mais clara: a LTA de curto-médio prazo foi perdida ontem, revertendo a alta do dia anterior, que havia retomado esta figura. Se o nível em 8280 for perdido, vamos descer na montanha-russa. As resistências estão em 8400 e 8590. Há ainda a esperança da correção se desenvolver como uma congestão, o que manteria os preços entre os níveis citados.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Ações brasileiras entre as mais caras do mundo

Publicada em 24/05/2009 às 23h39m (O Globo)

RIO - A alta da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nos primeiros meses do ano, em meio à crise financeira mundial, criou uma distorção no mercado de ações - que a qualquer hora pode mudar, causando prejuízo aos investidores. Sem lucros ou expectativas de lucros consistentes em 2009 ou 2010 - e sem motivo claro para a valorização recente das ações -, os papéis negociados na Bolsa brasileira agora são considerados caros pelos números, segundo analistas. É o que informa a reportagem de Felipe Frisch, publicada na edição do GLOBO desta segunda-feira.

O indicador que aponta isso é a relação entre preço e lucro das ações, que o mercado chama de P/L. Ele é um dos chamados múltiplos, que medem a relação entre dois números da companhia para avaliar se a ação dela está cara ou barata. O P/L divide o preço do papel no mercado pelo lucro por ação da empresa nos últimos 12 meses. O resultado da conta mostra quanto tempo, em anos, o investidor precisará ficar com a ação para, em tese, reaver o investimento apenas por meio do lucro da companhia, e não pela sua valorização. Isso, se o lucro for totalmente distribuído aos acionistas, o que não acontece na prática.

Pela conta, no ano passado o investidor precisaria, em média, de sete anos para obter retorno com as ações que compõem o Índice Bovespa (Ibovespa), as principais da Bolsa. Hoje, o investidor pode levar 21 (20,97) anos pelos mesmos critérios, considerando os preços atuais dos papéis e os lucros que vêm sendo divulgados pelas empresas. Trata-se da relação preço/lucro mais elevada para a Bolsa brasileira dos últimos anos, mesmo nos de euforia.

Para se ter uma ideia, em maio do ano passado, quando o Ibovespa estava em sua maior pontuação histórica - aos 73.516 pontos, após o Brasil receber a nota de grau de investimento de duas agências de classificação de risco -, o P/L da bolsa brasileira era de 17. Ou seja, o investidor levaria 17 anos, quatro a menos do que atualmente, para obter o retorno por meio dos resultados da empresa.

Os números também chamam atenção quando comparados aos de outros mercados. O P/L da Bolsa brasileira já é superior ao da americana e ao da francesa. O P/L do índice Dow Jones, de Nova York, é de 20,50. O da Bolsa de Paris é 11,39. Historicamente, a Bovespa tem uma relação preço/lucro inferior à destas bolsas.

Estrangeiros trazem US$ 2,3 bi para investir em ações em maio, diz BC

Segundo instituição, este é o maior volume desde abril de 2008.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília


Os investidores estrangeiros continuam a trazer dólares para investir no mercado acionário brasileiro, segundo revelou nesta terça-feira (26) o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes.

 

De acordo com ele, o ingresso de investimentos estrangeiros para o mercado acionário no mês maio, até hoje (26), somou US$ 2,36 bilhões - o maior desde abril de 2008 (+US$ 5,8 bilhões). Em abril deste ano, os investidores trouxeram US$ 630 milhões para aplicar em ações no mercado brasileiro.

 

Além do mercado acionário, os investidores estrangeiros também estão trazendo recursos para aplicar em renda fixa no Brasil. Em maio deste ano, o ingresso de recursos no Brasil para aplicações em renda fixa, na parcial até hoje, está em US$ 811 milhões, contra o ingresso de US$ 66 milhões em abril.

Fluxo de dólares

Altamir Lopes revelou ainda o saldo do fluxo cambial (todas as contratações de câmbio do país com o exterior) até dia 22 de maio, última sexta-feira. Na parcial deste mês, o saldo de dólares está positivo em US$ 3,08 bilhões, resultado do ingresso de US$ 1,45 bilhão para operações comerciais (US$ 9,2 bilhões de contratos para exportações e US$ 7,74 bilhões para importações) e de US$ 1,63 bilhão para as operações financeiras. O ingresso de US$ 3,08 bilhões de maio, se confirmado, será o maior desde abril de 2008, quando houve a entrada de US$ 6,7 bilhões no país.


Dow Jones, 26-5


O Dow Jones tem resistência em 8579, e a banda superior da LTB de longo prazo vem se aproximando dela. O índice fechou hoje em 8473.  Por enquanto, temos apenas uma congestão nos gráficos diário e semanal.

domingo, 24 de maio de 2009

Dow Jones


O Dow Jones está em momento crítico no gráfico mensal: uma nova tentativa de romper a LTB primária. Isso não aconteceu em momento algum desde o início da atual crise, em 2008. Além disso, o volume da atual LTA secundária, mas que já dura três meses, é decrescente. O mês de maio está no zero-a-zero, praticamente sem ganhos. 

Ainda no gráfico mensal, os indicadores estão abertos, sinalizando compra, mas o IFR começa a ameaçar uma reversão. O nível de 8256 está funcionando como suporte, mas a semana passada fechou pouco a cima dele. A resistência em 8590 precisa ser rompida para dar continuidade à manifestação altista. Porém, a banda superior da LTB e a mediana da LTA estão cruzando neste ponto, ambas também servindo de resistência. 

Nos gráficos semanal e diário, os indicadores já sinalizam baixa. Enquanto no semanal o MACD ainda sinaliza alta, mas com volumes decrescentes, no diário o indicador aponta para baixa desde 13 de maio. A atual manifestação de alta tinha objetivo em 9088, mas parece agora difícil de ser alcançado.







quinta-feira, 21 de maio de 2009

A performance do Dow Jones por mês


Em geral, pouco pode-se dizer dos meses de maio e junho. Porém, a bolsa seguiu bem o padrão histórico: subiu em novembro, dezembro e janeiro, caiu em fevereiro, voltou a subir em março e abril, e ameaça agora uma correção entre maio e junho. 

Panorama em 21-5


IBOV

Neutro, mas dentro do canal de alta iniciado em 10-3. Precisa superar a resistência em 51.600 (61.8% do fibo da baixa de longo prazo) para retomar a LTA de médio prazo. O principal suporte é 48.125 (161,8% do fibo da alta de médio prazo), mas a perda do nível de 49.565 seria um sinal ruim no curto prazo. No semanal, o IBovespa segue em alta, mas sobrecomprado (Sto 85) e sinalizando baixa.

DJIA

Neutro, mas dentro do canal de alta, com objetivo em 9088 (início da reversão baixista de 6-1. Está desenvolvendo abaixo da média do canal há seis dias, e precisa superar a resistência em 8590 para retomar a LTA de médio prazo. O suporte principal em 8250, se perdido, pode caracterizar reversão baixista de médio prazo.

No semanal, o canal de alta vem se desenvolvendo com a série de volume monotonicamente decrescente, e os preços estão trabalhando entre a banda inferior da LTA de médio prazo e a banda superior do canal de baixa de longo prazo. Hoje, para uma nova tentativa de superação da resistência, parece que o índice espera que a banda superior do canal de baixa convirja para 8590, o que acontecerá em uma ou duas semanas. Em caso de fracasso, com a perda do suporte em 8250, o objetivo será 7800.

GFSA3

Em baixa, com suporte em 17,04 (38,2% do fibo iniciado em 17/3) e resistência em 20,17 e 22,24. Se fechar em alta amanhã, forma um triângulo simétrico.  

CRUZ3

Em alta, desde 28 de abril, não por acaso o dia do início da LTA de curto do IBovespa. Apartir do dia 12-5, volta a subir forte, na correção do IBovespa, e atinge a resistência de 52,00. Pode continuar em alta se o IBovespa confirmar a baixa, desde que respeitando os suportes em 48,00 e 46,90. Caso contrário, tende a cair.

BBDC4

Neutro. Assim como o IBovespa, realizou a correção de curto prazo ao testar o suporte em 26,80 (14-5). No entanto, fracassou em retormar a LTA de curto, pois não superou a mediana do canal de alta de médio prazo. Se perder o suporte em 28,00, ponto para o qual está convergindo a banda inferior do canal de alta de médio prazo, podemos ter uma reversão baixista com objetivo em 25,40. Admite entradas de curto prazo se superada a resistência em 29,25, com objetivo em 30,15. Atenção para a volatilidade que, como em vários ativos, vem aumentando desde 10-3.

CSNA3

Neutro, suportes em 41,45 e 39,15, resistências em 44,20 e 45,20.

PETR4 

Neutro, suportes em 32,15, 31,4030,90 e 30,27 (muito forte, pois passa nele o 61,8% da LTA de curto e a MM-50). A série de volumes decrescentes desde a "disparada" em 4-5 pode estar mostrando a exaustão da LTA de curto prazo, que não foi forte o suficiente para superar a mediana do largo canal de alta de médio prazo (três tentativas nos últimos três pregões). Pode ter formado um topo duplo ontem. O estocástico e o IFR sinalizaram baixa. A situação está muito delicada.

VALE5

Neutro em curto e médio prazo, formando canal, com suporte em 30,81 e resistência em 34,10. Hoje, fechou pouco abaixo da mediana, em 32,50, mas o suporte imediato é 32,90. No semanal, permanece a cima da mediana da LTA de médio prazo (31,70), o que é um sinal positivo, se não for perdida. O STO e o IFR sinalizando baixa.
















sexta-feira, 1 de maio de 2009

Panorama das Blue Chips


O setor bancário é o mais forte neste momento:
  • BBDC4 em alta, com suportes em 26,45 e 25,95 e resistências em 27,65 e 28,70. É a mais recomendada para compra, pois já rompeu sua principal resistência e tem um dos IFR mais altos (67).
  • ITAU4 em alta, com suportes em 29,80 29,20 e resistências em 30,72 31,40. A resistência em 30,72 é forte, e as compras são recomendadas apenas após a superação desta.
  • BBAS3 está neutra, e não estamos recomendando no momento, a menos que supere a resistência em 19,35. O suporte está em 18,10.
O setor siderúrgico está neutro:
  • CSNA3 neutro,  sup. 40,00 e 39,20, res. 41,00 e 42,00. As compras só serão recomendadas quando a resistência em 41,00 for superada.
  • USIM5 neutro, sup. 31,60 e 30,90, res. 33,00 e 33,60. No entanto, cabe compra especulativa, pois está próximo da mediana do canal de alta de médio prazo, com stop curto, abaixo de 31,60. Cuidado, pois é bem volátil.
  • GGBR4 neutro, precisando superar 15,75 para sinalizar alta. Tem sup. 15,30 e 14,80, res. 15,75 16,50.
As líderes estão neutras:
  • PETR4 neutra, sup. 29,50 e 29,00, res. 30,30 e 31,32. Sem tendência, no meio do canal, embora a tendência de médio prazo ainda seja de alta. Não recomandada para compras, exceto se superar 31,32.
  • VALE5 neutra, sup. 30,30 e 29,90, res. 31,00 e 31,50. No entanto, novas entradas apenas quando superada a resistência em 31,00.