domingo, 21 de dezembro de 2008

IBovespa, 19-12


Olá. Até 14 de janeiro, eu postarei apenas uma vez por semana. Os volumes ficarão pequenos nesta próxima semana, e nada de representativo (talvez) deva se tirar dela. No entanto, os 40 mil pontos se mostraram forte suporte e, a partir de segunda, devemos iniciar uma correção.

Feliz Natal para todos.


sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

IBovespa, 11-12

Más notícias... o pacote de ajuda, ainda não aprovado no Senado, pode ser insuficiente para salvar as montadoras. Em vista disso, os americanos provocaram uma baixa de 2,24% no Dow, com sinais de vendido.

No Brasil, Lula baixa o IR, o que pode ser prenúncio de crise em 2009. A Bovespa reverte uma forte alta, fechando em baixa, após tocar a LTB de longo prazo, nos 40 mil pontos.

É possível uma baixa na sexta-feira; e isso pode levar a uma reversão de tendência.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

VALE5, 10-12



Agora, 15:15 de 11/12, o papel VALE5 está sendo retido no Bollinger (25.66), o que pode configurar nova resistência.

Ontem rompeu 25.15, o que configurava uma forte resistência.

Suportes 25.15, 24.51, 24.30, 23.40, 22.80, 22.25

Resistências 26.50, 28.30

IBovespa, 10-12


IBovespa, agora, 15h, em 39.552, testando exatamente a LTB de longo prazo. O Dow está em +0,52%, na expectativa do plano de salvamento das montadoras.

Suportes 38.720, 37.600, 37.200.
Resistências 39.500, 39.750, 41.000.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

IBovespa, 09-12


  • O IBovespa cedeu ao tentar romper a resistência em 38700, mas não perdeu o suporte em 37600. Um movimento normal de correção, ainda não indica nada.

Obama anunciou o plano de ajuda às montadoras americanas (GM, Chrysler e Ford) e, hoje, o congresse deve votá-lo. Peraí? Obama anunciou? Cadê o Bush? :-)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

IBovespa, 08-12

IBovespa em alta de 8,31%, o mundo em festa, com o Obama bancando (aqui fica a dúvida). Hoje deve ter pull-back, até os 37 mil, pelo menos.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

IBOV, 05-12

Novo triângulo simétrico, situação ainda indefinida. As resistências e os suportes se mantiveram. O mercado parece não querer decidir o destino do índice, protelando sempre. :-)

Alta também no Dow, expressiva (até agora, 1,89%). O leilão de swaps de dólar do Banco Central ajudou a segurar a cotação, e serve de alento para várias empresas no índice.

Perspectivas para a Bovespa

Petrobras anuncia o risco de adiamento da exploração do pré-sal:

http://oglobo.globo.com/economia/mat/2008/12/05/atual_preco_do_petroleo_ameaca_exploracao_comercial_do_pre-sal_admite_gabrielli-586855048.asp

Ohhh... todo mundo já sabia disso. A questão é: o que afeta o EVA da Petrobras? O preço do petróleo. E qual é a ameaça ao preço do petróleo e, portanto, à Petrobras? A queda do preço do petróleo.

Todo mundo sabia que o pré-sal é dificil de explorar, que precisaria de níveis altos de preços. O preço não parava de subir na iminência de uma depressão mundial (e o preço da ações da Petro junto). Cogitou-se o motivo da especulação, mas muitos ainda acreditavam em um problema de planejamento de produção no mercado. O petróleo, que passou dos 100, agora atinge 38.

Vários analistas pregam, na mídia, que a Bovespa vai voltar a subir. A Bovespa não deveria romper os 36.700, mas a análise gráfica acompanha o FATO, não o MOTIVO. Se a Bovespa for ultrapassar este nível, os indicadores vão mostrar. Só que não será um movimento racional do mercado, pois como a Bovespa vai se manter com as commodities indo para o brejo?

Agora no fim da tarde, o índice recuperou a base do triângulo, logo, não há tendência formada ainda.

Setor de commodities agora, 17:45: CSNA3 (-4%); USIM5 (-2,96%); VALE5 (-3,14%), PETR4 (-3,49%).

Setor de consumo agora, 17:45: SDIA4 (+1,85); PRGA3 (+6,79%); BTOW3 (+3,75); LAME4 (+5,22%).

IBovespa agora, 17:45: +0,19.

Dow agora, 17:45: +1,59%

A OCDE diz que o Brasil será o menos afetado das economias emergentes. Claro, a participação das exportações no PIB chinês é de 37% (18% para EUA, Japão e UE), enquanto é de 12% (3% para EUA, Japão e UE) do PIB brasileiro. O Brasil ainda é uma economia muito fechada para os padrões globalizados de hoje. Uma vulnerabilidade, que prejudica o objetivo de um crescimento maior, agora, se tornou um ponto forte. Só que a crise já está nos afetando indiretamente, tendo começado pelo câmbio (outra vulnerabilidade, pois o volume da Bovespa dependia em mais da metade de capital de não residentes). A pergunta que fica pode é "resistiremos?" ou é "até quando resistiremos?"?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

IBovespa, 04-12

O IBovespa permanece indefinido, em um triângulo simétrico que só será desfeito caso rompa a resistência em 36700 ou perca o suporte em 32000.

O Dow caiu bastante hoje, junto com outras bolsas européias e o preço do petróleo, o que segurou o IBovespa. Aparentemente, ele quer subir, romper a resistência, mas os estrangeiros estão deixando a Bovespa (o dólar bateu novo recorde) e segurando o índice. Além disso, a Petro e a Vale não colaboraram.

Atenção: nenhuma compra deve ser realizada com o índice abaixo de 37 mil. Se você não quer o seu dinheiro, dê para quem precisa. :-)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Indicadores da China e Alemanha derrubam bolsas

"Dois indicadores divulgados pelas economias da China e da Alemanha levaram pessimismo aos mercados neste início de semana. Na China, foi divulgado o índice da atividade industrial, que caiu para 38,8 pontos em novembro, com queda de 5,8 pontos frente outubro. É o pior resultado desde o início da pesquisa, em 2005. Quando o indicador marca abaixo de 50 pontos significa contração da atividade industrial." (Fonte: Miriam Leitão)

A China não pode parar... só sobrou ela. O relatório Focus, do BCB, prevê um PIB inferior à 3% para 2009 (e já previra 4,5%, no início do ano). Outro relatório da ONU prevê um pior caso de +0,5% para o produto brasileiro, -1,9% para o norte-americano e -1,5% para o europeu.

Os indicadores da Bovespa já indicavam correção das últimas altas, agora, se caírem de 34 mil pontos, teremos novo movimento baixista.

sábado, 29 de novembro de 2008

IBOV, 28-11


Em 28-11, o IBOV fechou em alta, mas com volume muito baixo e perda LTA de curto prazo. Portanto, a previsão é de queda para segunda e, talvez, terça também.
A resistência mais próxima, de 36.700, segurou o índice. O estocástico está sobrecomprado e o IFR muito alto.
No médio prazo, a LTB foi vencida com a semana fechando a cima de 34 mil pontos. Logo, ainda não há reversão da tendência de alta de médio prazo, iniciada no dia 26.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

IBovespa, 26-11


IBovespa semanal, 26-11


No IBovespa semanal, se for confirmado o patamar atingido com a alta de ontem, dia 26 (+4,76%), teremos alta de médio prazo.
No entanto, os preços subiram muito rápido (+17% em três dias). Não me surpreenderia uma correção antes do final desta semana. Já na abertura do dia 27, o índice falhou na primeira tentativa de romper a resistência mais próxima.
Suportes em 35.530, 33.620, 32.700
Resistências em 36.760, 36.880, 37.260

terça-feira, 25 de novembro de 2008

IBovespa, 25-11

O IBovespa fechou esta terça em 34.812, alta de +1,83%, e vai testar a resistência em 38.500. O objetivo é os 45 mil pontos, mas tem sido difícil alcançá-lo.

No gráfico semanal, a tendência de baixa vem se esgotando, com o IFR passando de 30 pts pela primeira vez desde meados de setembro.


segunda-feira, 24 de novembro de 2008

IBovespa, 21-11


O IBovespa ainda não perdeu o suporte de longo prazo, em 29.500, mas está dentro de um canal de baixa, no curto prazo.
O anúncio do novo secretário do tesouro estadunidense animou as bolsas no final da sexta-feira, mas a Bovespa já havia encerrado. Por outro lado, os EUA tiveram que comprar ações do Citigroup, para evitar sua falência, e as três grandes (e " gordas ") montadoras continuam pedindo ajuda para não falir.
Nesta segunda, conforme esperado, a bolsa reage, recuperando os níveis da abertura da sexta, e deve crescer terça também.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

IBOV, 18-11


Contrariando as expectativas e o Dow Jones, que subiu +1,83%, a Bovespa caiu -4,54%, porém, sem confirmar uma tendência de baixa de curto prazo.
Em outras palavras, podemos dizer que a Bovespa adiou a decisão, andou de lado. Para a queda ser anunciada, é preciso romper o suporte em 33500 (o índice fechou nesta terça em 34094).
O volume negociado tem sido decrescente e abaixo do normal, com as commodities, cujo cenário é negativo e o peso relevante, determinando a tendência.
O suporte em questão é forte, as previsões eram de alta de curto prazo (rumo aos 39 ou 40 mil), mas se for perdido, seguiremos rumo a algo em torno de 29 mil.

IBOV, 17-11



O IBov está em um triângulo simétrico que será decidido hoje, dia 18-11. Neste momento (11:22), ele tocou o suporte e parece estar reagindo. O mais provável é fechar em alta, e seguir na direção da mais alta LTB, mas é preciso romper as resistências em 39400 e 40000 para tanto.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Ibovespa, 3-11


O IBovespa está, neste momento (4/11, 11:40)testando mais uma LTB. Outra LTB, mais recente, foi vencida há quatro dias atrás. Os indicadores estão indicando continuação da alta, e as notícias sobre a fusão do Itaú com o Unibanco devem colaborar com esta tendência. No entanto, há que se acompanhar o desempenho do Dow, que vai abrir 12:30.
Resistências em 39600 e 42500.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

IBovespa, 30-10


A cunha foi rompida, a LTB de curto prazo perdida, e a tendência agora é de alta para os principais ativos do IBovespa.
A notícia de um desquecimento da economia americana (-0,3%), menor que o esperado, retirou o índice Dow de sua zona de indefinição, mas trazendo reflexos apenas a alguns mercados mundiais.
Para o IBov, a principal reta de resistência de baixa passa em 46 mil pontos. Vale pode alcançar $30 e $34, e Petro $27 e $31.
IBOV 35.700 -> 34.500 ou 38.500 <- 40.000 e IFR 51
BBDC4 24,70 -> 23,80 ou 26,50 <- 27,00 e IFR 57
PETR4 22,00 -> 21,10 ou 23,70 <- 24,25 e IFR 46
VALE5 24,00 -> 23,20 ou 25,80 <- 27,00 e IFR 52

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

IBovespa, 28-10

A forte alta de mais de 13% levou o IBOV a se aproximar da LTB secundária, formada pelas quedas dos últimos dias, o que deve garantir altas por mais um ou dois dias. No entanto, é pouco provável que a LTB seja vencida.

sábado, 25 de outubro de 2008

Ibovespa, 24-10

Feio, feio, feio... nem o lucro recorde de mais de 12 bilhões anunciado pela Vale (diga-se de passagem, resultado da desvalorização cambial, o que não é notícia boa para economia como um todo) foi suficiente para animar o ânimo dos investidores.

O IBOV perdeu o suporte em 33140, após queda de -6,91% e futuros em -7,68%; em suma, encontra-se em queda-livre.

A questão é que o Brasil, outrora a "fortaleza" de um mundo em crise, agora, pode ser a vítima da vez. O problema dos prejuízos das exportadoras com derivativos cambiais pode não ter chegado ao fim e, o que é pior, pode se espalhar para o setor bancário, financiador das empresas com problemas. E como os bancos podem estar receosos em financiar seus pares, o governo emitiu uma confusa MP autorizando bancos públicos a comprarem bancos privados em dificuldade. Então é o seguinte: ou estamos na beira de uma quebradeira, ou o Ministério da Fazenda exagerou na dose.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Ibovespa, 22-10

O candle do dia 21 não foi de todo ruim porque já era esperado para a continuação da formação de um triângulo simétrico, e foi nítidamente influenciado pela baixa em Wall Street. É claro que o rompimento prematuro deste triângulo seria uma notícia melhor, mas seria um exageiro também, pois a alta do dia 20 foi muito forte.

No entanto, a queda de ontem foi forte também e, com as bolsas asiáticas e européias abrindo em baixa nesta quinta, significa que poderemos testar o suporte pela terceira vez. Caso este seja perdido, estaremos novamente sem fundo... e isso não é bom.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

IBovespa, 21-10

Apesar da queda do Dow (-2,50%) e do desastre argentino (-11%), a Bovespa fechou estável (-0,29%). Isso é muito importante para a bolsa brasileira recuperar a razão e reduzir a volatilidade (reparem no Bollinger afunilando). 

No entanto, permanece o que parece ser um processo de acumulação, para romper o triângulo. Se amanhã cair, não deve romper os 37.600 ou os 35.650; e entraria em congestão. Se romper, segue em alta.

Match: dólar x commodities

No link, o dilema que o Bacen enfrenta: o dólar alto continuará pressionando a inflação ou a queda no preço das commodities compensará?

IBovespa, 20-10


O IBOV ainda não sinalizou alta de curto prazo, estando dentro de uma área de congestão, com resistências em 39600 e 41400. Além disso, ressalto que a alta do dia 20 foi muito forte, o que ainda não colabora para a redução da forte volatilidade.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

IBovespa, 16-10

O Ibovespa, após chegar a cair mais de 11% e acionar, mais uma vez, o circuit break, recuperou-se, principalmente em função das siderúrgicas e empresas de consumo interno, fechando em baixa de -1,06%.

No entanto, o índice não superou a resistência formada no fundo de ontem, em 36700. Porém, isso pode ser uma boa notícia, pois pode significar que o índice seguirá reduzindo a amplitude da oscilação, formando um triângulo, o que é imprescindível para a formação de uma tendência de alta de curto prazo consistente, no futuro próximo.

Destaques: CSNA3 (+16,93%), rumo ao topo em R$ 35,00; PETR4 (-5,75%), mas que está com a tendência de baixa esgotada nos indicadores.

Há espaço para alta no IBovespa nesta sexta, bem como para PETR4 e VALE5, embora é nítida a indefinição de tendência para todos os ativos.




quarta-feira, 15 de outubro de 2008

As razões para a queda de hoje.


No link: liquidez da Bovespa, falta de poupança interna e concentração em Vale, Petro e Siderúrgicas. No entanto, eu aponto o terceiro como conseqüência do segundo, não como uma causa necessária. Se o mercado opera só meia dúzia de papéis, isso já vem de bastante tempo, não começou agora.

Além disso, se as altas não forem comedidas, isso acontecerá de novo. E elas não serão sem o investidor interno voltar a acreditar na bolsa. Só os especuladores estão à espreita.

IBovespa, 15-10


Tinha gente dizendo que não teria mais essas oscilações malucas...

O fato é que está sendo impossível afirmar isso. O Ibovespa reagiu a 7 pregões de baixa, e desfez a cunha, mas houve "pressa" para chegar na LTB mais uma vez. Conforme previsto, o índice atingiu 43100, parou em 43756, e depois caiu ontem mesmo. O mercado está bastante técnico e, portanto, nenhuma alta brusca e repentina (como os 7% de ante-ontem) se sustentará.

Às 17h, nos últimos 30 min, o volume se intensificou e ocorreu uma reação no suporte testado pelo IBOV. No entanto, o Dow Jones fechou (8577) abaixo do seu suporte (em 9100). Podem acontecer novas quedas amanhã e o suporte imediato (em 35490) pode ser perdido.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

IBovespa em 13-10

O IBovespa interrompeu as fortes quedas (+14,66%) e deve continuar a recuperação pelo menos até 43100, a próxima resistência, na qual deve ocorrer alguma realização.

Destaque para BBDC4 (23,98%) e ITAU4(24,95%). O mercado interno também está em alta, como mostram Gafisa (23,10%), Lojas Americanas (20,32%) e Perdigão (20,77%).

Maiores altas:

MRVE3 13,99     +33,24 
UGPA4 43,00 +31,14
OHLB3 13,90 +30,76 
BTOW3 28,75   +27,21
FFTL4 15,09   +25,75

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Ninguém segura o dólar! :-)


Os saques efetuados por estrangeiros seguem derrubando a Bovespa. Só que não é só isso. Por causa do pânico que tomou conta geral dos agentes, tem muita gente comprando dólar para zerar posições vendidas no mercado futuro. Até quando isso vai?

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Qual a explicação da virada de 180º da bolsa, nesta sexta?

Eu já ia dizer no meu blog o que aconteceu quando li o blog da Miriam Leitão. Resolvi não gastar palavras e apenas repetir o comentário dela:

A queda de 3,5% do Ibovespa pode ter pego muito investidor de surpresa, mas repete o padrão do comportamento em momentos assim: a bolsa sobe na expectativa (ou no boato) e realiza no fato. Quem vê o mercado de forma mais mecânica acreditava que os ativos subiriam quando o pacote fosse, enfim aprovado, mas na verdade, o que houve foi alta durante a espera e queda após a confirmação. Quem apostava na alta argumentava que a queda havia sido muito forte, de 7,34%, na véspera.
Fonte: http://oglobo.globo.com/economia/miriam/.

Agora, vou dizer o que a Miriam não disse: isso se chama especulação. Os especuladores sabiam que a aprovação do pacote e recuperação da bolsa era senso comum. Há muitas técnicas para "hackear" o mercado. Não é a primeira e nem será a última vez que este fenômeno, e tantos outros, acontecem. Isso também aconteceu, na Bovespa, no dia do segundo grau de investimento.

Na figura, o intraday-15 de VALE5. O pacote foi aprovado em torno de 14:30 (a segunda barra vertical no gráfico). O mercado já tinha deixado de acumular há algumas horas (a partir da primeira barra). O pico do anúncio foi repique, e só ajudou na precipitação. Vale lembrar que gap sempre é fechado, cedo ou tarde. E o gap da abertura, formado pelos compradores incautos, fechou no mesmo dia. Ponto para os especuladores.


Petrobras 2/10/2008

A Petrobras ainda não perdeu a LTA, mesmo com tanto pânico no mercado, o que só faz aumentar a importância desta. No entanto, o papel ainda está oscilando, sem definição de tendência.

PETR4 com suportes em 31.30 e 30.70, e resistências em 33,95 e 35,15.

O IFR em 45 indica cautela, nada de operações.

IBovespa 2/10/2008

O IBovespa voltou a testar o suporte imediato em 45000, acompanhando a tendência do Dow Jones.

A tendência permanece baixa para o curto prazo, mas se a sexta-feira fechar a cima do fundo formado, este poderá ter sido o fundo do poço. Então, ainda há esperança de recuperação. No entanto, é preciso romper a resistência imediata em 49900, para caracterizar a reversão de tendência de curto prazo.

Não precisa nem dizer que para o longo prazo, a tendência ainda é de baixa.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Análises do Merril Lynch para o Brasil


O banco de investimentos Merrill Lynch ajustou sua carteira de títulos de dívida externa de países emergentes, elevando os títulos da dívida brasileira e da Rússia da média de mercado para acima da média (18/3/2008).

Os investidores americanos receberam o sinal verde para investir. Há muita gente que só faz isso em países com grau de investimento. A partir de agora, esperamos um aumento de procura pelas ações do Brasil – diz Karan Madan, chefe do setor de Américas da Merrill Lynch (JB, 2/5/2008).

Merrill Lynch: sinal amarelo aos mercados emergentes e Brasil. [...] Desde o final do ano passado, o mercado brasileiro acumula uma valorização de quase 11%, ao passo que o desempenho dos Brics [...] é de queda de cerca de 14% no mesmo período. "À luz de tamanha valorização em período tão curto de tempo, a atratividade do Brasil frente aos outros países do Bric decaiu e investidores precisam ficar mais atentos à possibilidade de uma realização de lucros no curto prazo" (InfoMoney, 10/7/2008).

A leitura do mais recente relatório da Merrill Lynch acerca dos emergentes leva à conclusão de que as condições do mercado ainda não são favoráveis a um rali de recuperação nas bolsas desses países (InfoMoney, 11/9/2008).

Os países BRICS crescem, mas às custas do capital dos países desenvolvidos. Uma crise lá implica em saída de capital daqui, para "tapar o rombo" dos bancos de investimento de lá. Não há como a crise não nos contaminar. A citada alta de 11%, no mesmo período em que o mundo desacelerava, foi resultado do "efeito pré-sal" e do "efeito grau-de-investimento". Provavelmente financiamos um ágio para a saída dos estrangeiros.

E fica a questão: o ML é um dos observadores ou é um dos influenciadores do comportamento do mercado?

Brasil é dos que mais remetem lucros aos EUA

Ontem o Departamento de Comércio dos EUA divulgou dados que mostram que o Brasil é o 13º país que mais remete lucros para as empresas norte-americanas, superando Japão e os outros BRICs. As remessas cresceram 44% em volume nos 12 meses até junho. O conjunto de todos os outros países apresentou crescimento mais moderado, se comparado ao brasileiro, de 15,5%, nas remessas em 12 meses.

Isso é resultado de duas coisas: da crise americana e do crescimento da economia brasileira. A crise faz com que as empresas multinacionais de lá demandem mais esses envios (no entanto, aumento do pagamento de lucros e dividendos, em geral, implica redução nos investimentos), e como o Brasil está crescendo, as empresas por aqui tem lucros para enviar.

Fonte: Blog da Miriam Leitão.

Brasil, bem preparado para a crise, deve entrar no G-7

Para os maiores bancos do mundo, o Brasil está bem preparado para suportar os trancos que a crise financeira dos Estados Unidos continuará provocando em todo o mundo. Além disso, eles acham que “está mais do que na hora” do G-7, que reune os países mais ricos do mundo, incluir o Brasil como membro permanente desse seu clube fechado.


Em entrevista coletiva aqui em Washington, minutos atrás, Charles Dallara, diretor-gerente do Institute of International Finance (IIF), entidade que reune os 380 maiores bancos do mundo, afirmou que o Brasil “é um bom exemplo de país que vem fazendo muito para fortalecer a sua capacidade de recuperação”.

- O mercado brasileiro está sendo afetado pela crise americana, como os demais, mas há uma enfática resistência à ela no país. Os seus bancos estão bem capitalizados e são bastante rentáveis. A inflação está sob controle. Por isso não vemos grandes dificuldades para o Brasil enfrentar essa situação – disse Dallara.

José Meirelles Passos

Durante a entrevista ele divulgou carta que o IIF enviou esta manhã aos ministros de finanças e presidentes de bancos centrais que participam do Comitê Monetário e Financeiro Internacional, do Fundo Monetário Internacional, liderado pelos países ricos, afirmando – entre outras coisa – que “já está mais do que na hora de uma adaptação do G-7 para incluir vários países dos mercados emergentes sistematicamente importantes como parceiros permanentes”.

Segundo ele, os novos sócios têm muita contribuição a dar na solução de crises como a atual. Logo em seguida, em conversa comigo, Dallara esclareceu aquela sugestão, dizendo que o G-7 tem de se transformar em G-10 ou talvez G-11 e o Brasil, segundo ele, tem de estar nesse grupo:

- Brasil, China e Índia têm de ser admitidos imediatamente no G-7. Talvez possamos incluir também a Coréia do Sul. É uma vergonha que o G-7 ainda não tenha acordado para essa necessidade. É preciso fazer isso, e fazê-lo imediatamente! – afirmou Dallara.

Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/passos/post.asp?t=brasil_bem_preparado_para_crise_deve_entrar_no_g-7&cod_Post=130082&a=56

Bolsas caem após aprovação do pacote no Senado

Após a aprovação no Senado, a Câmara dos EUA não deve criar obstáculos para o pacote. Todas as partes interessadas foram contempladas com uma fatia do bolo, e os eleitores já veem o pacote com bons (ou menos piores) olhos. Nem por isso teremos uma mudança na expectativa dos agentes quanto ao futuro da economia real. Apenas a catástrofe iminente foi evitada... pelo menos por enquanto.

Portanto, a deliberação do pacote vai saindo aos poucos de cena, perdendo importância para os players do mercado. Sem surpreender ninguém, a NYSE e a BOVESPA estão caindo com força. O principal efeito da crise americana nas bolsas é o aumento da volatilidade. Choques como o de segunda feira fazem as bolsas perderem rapidamente suportes e aumentam a volatilidade. A histeria já levou os índices, por mais de uma vez, do fundo ao topo e do topo ao fundo em praticamente um único dia. Logo, a tendência de todos os mercados ainda é de baixa para o longo prazo. No curto e médio, teremos repiques e oscilações naturais para mercados com alta volatilidade.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Líderes no Senado confiantes na aprovação

Os jornais americanos noticiam que os líderes no Senado estão confiantes de que conseguirão aprovar hoje o pacote de US$ 700 bilhões. A votação está programada para acontecer depois das 21h30m, em horário aqui do Brasil. Caso o projeto passe, a Câmara poderia votar na próxima sexta-feira.

Nesta casa, porém, as negociações continuam difíceis. Apesar das mudanças feitas no projeto com objetivo de ampliar o socorro às pessoas físicas, há o temor de que os deputados façam alguma represália pelo Senado ter se adiantado para votar primeiro. Como estamos a pouco tempo das eleições, não dá para descartar novas surpresas.


por Míriam Leitão

01/10/2008: IBOV, PETR4 e CMIG4.

O Congresso Norte-americano deve votar novamente o pacote, mas com modificações no sentido de incluir medidas que promovam o apoio popular. Uma das medidas é deverá ser o aumento do limite da garantia dos depósitos de 100 para 250 mil dólares. Nenhuma destas medidas, no entanto, deverá evitar a recessão na economia real, mas pelo menos o pacote evitará o agravamento desta, ao previnir a ruína do sistema financeiro.

Na esperança de aprovação do pacote, o IBovespa corrigiu as perdas exageradas da segunda-feira, como já era esperado. Destaque para a Petrobras, que mantem a tendência de alta no curto prazo. Outro destaque é a Cemig. O mesmo não pode se dizer do principal índice da Bovespa, que mantém a inclinação baixista.

IBOV com suportes em 48.100 e 47.150, e resistências em 50.800 e 51.860 (IFR 48).

CMIG4 com suportes em 37,10 e 36,00, e resistências em 38,90 e 40,00 (IFR 69).

PETR4 com suportes em 33,80 e 33,00, e resistências em 36,00 e 36,38 (IFR 56).

PETR4

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Mercados sobem na expectativa de aprovação do pacote.

A manchete do Financial Times (30/9):

Wall Street higher on hopes for bail-out
US stocks rose sharply, clawing back some of the losses during the previous session’s brutal sell-off, on hopes that Washington would revive a plan to rescue the financial sector from collapse.

O pacote anti-crise não foi aprovado na Câmara dos EUA.

O partido de Bush foi o principal responsável pela derrubada do projeto. Segundo a CNN Money, menos de um terço dos deputados republicanos votaram pela aprovação. Pelo lado dos democratas, cerca de 60% foi favorável.

O governo Bush está com alto índice de rejeição, e os americanos já estão sentindo os efeitos da recessão. A liderança de Bush dentro do Partido Republicano não existe mais, e os deputados estão agora votando sob pressão daqueles que representam, de seus eleitores.

Um pacote de 700 milhões para salvar os bancos, em um país com déficit de 400 milhões, significa dizer para os deputados que, pelos próximos dois anos, pelo menos, não vai haver um tostão para emendas parlamentares e ações públicas para os seus distritos. Este fato é especialmente ruim para os republicanos que correm um sério risco de perder a presidência.

O sacrifício para salvar os bancos será muito grande, para toda a sociedade; por isso ela protestou contra o plano através de seus deputados. Além disso, é claro que tem gente querendo levar alguma vantagem neste momento de pânico generalizado.

No curto prazo, o banco central americano tem caixa para seguir salvando os bancos que estiverem na iminência de quebrar. A aprovação do pacote parece ser inevitável, pois o contrário implicaria em prejuízos ainda maiores. Por conta disso, a forte queda de 29/9 não tem motivos para se agravar nos próximos dias, podendo inclusive ter uma reação positiva terça e quarta.

Na própria segunda, a Petrobrás, que chegou a uma queda de uns 13%, fechou reduzindo-a para uns 8%. É uma das poucas empresas que manteve a linha de tendência de alta em curto prazo. PETR4 com suportes em 31,50 e 30,00, e resistências em 35,00 e 36,00. Sem tendência no curto prazo, embora manteve a LTA.

O IBovespa roupeu a banda inferior do Bollinger, e tentou novamente romper o suporte em 45000 pontos, mas fechou a cima deste. Se perdê-lo, buscará 43700. As próximas resistências estão situadas em 47 e 48 mil.