sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Perspectivas para a Bovespa

Petrobras anuncia o risco de adiamento da exploração do pré-sal:

http://oglobo.globo.com/economia/mat/2008/12/05/atual_preco_do_petroleo_ameaca_exploracao_comercial_do_pre-sal_admite_gabrielli-586855048.asp

Ohhh... todo mundo já sabia disso. A questão é: o que afeta o EVA da Petrobras? O preço do petróleo. E qual é a ameaça ao preço do petróleo e, portanto, à Petrobras? A queda do preço do petróleo.

Todo mundo sabia que o pré-sal é dificil de explorar, que precisaria de níveis altos de preços. O preço não parava de subir na iminência de uma depressão mundial (e o preço da ações da Petro junto). Cogitou-se o motivo da especulação, mas muitos ainda acreditavam em um problema de planejamento de produção no mercado. O petróleo, que passou dos 100, agora atinge 38.

Vários analistas pregam, na mídia, que a Bovespa vai voltar a subir. A Bovespa não deveria romper os 36.700, mas a análise gráfica acompanha o FATO, não o MOTIVO. Se a Bovespa for ultrapassar este nível, os indicadores vão mostrar. Só que não será um movimento racional do mercado, pois como a Bovespa vai se manter com as commodities indo para o brejo?

Agora no fim da tarde, o índice recuperou a base do triângulo, logo, não há tendência formada ainda.

Setor de commodities agora, 17:45: CSNA3 (-4%); USIM5 (-2,96%); VALE5 (-3,14%), PETR4 (-3,49%).

Setor de consumo agora, 17:45: SDIA4 (+1,85); PRGA3 (+6,79%); BTOW3 (+3,75); LAME4 (+5,22%).

IBovespa agora, 17:45: +0,19.

Dow agora, 17:45: +1,59%

A OCDE diz que o Brasil será o menos afetado das economias emergentes. Claro, a participação das exportações no PIB chinês é de 37% (18% para EUA, Japão e UE), enquanto é de 12% (3% para EUA, Japão e UE) do PIB brasileiro. O Brasil ainda é uma economia muito fechada para os padrões globalizados de hoje. Uma vulnerabilidade, que prejudica o objetivo de um crescimento maior, agora, se tornou um ponto forte. Só que a crise já está nos afetando indiretamente, tendo começado pelo câmbio (outra vulnerabilidade, pois o volume da Bovespa dependia em mais da metade de capital de não residentes). A pergunta que fica pode é "resistiremos?" ou é "até quando resistiremos?"?

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