quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Análises do Merril Lynch para o Brasil


O banco de investimentos Merrill Lynch ajustou sua carteira de títulos de dívida externa de países emergentes, elevando os títulos da dívida brasileira e da Rússia da média de mercado para acima da média (18/3/2008).

Os investidores americanos receberam o sinal verde para investir. Há muita gente que só faz isso em países com grau de investimento. A partir de agora, esperamos um aumento de procura pelas ações do Brasil – diz Karan Madan, chefe do setor de Américas da Merrill Lynch (JB, 2/5/2008).

Merrill Lynch: sinal amarelo aos mercados emergentes e Brasil. [...] Desde o final do ano passado, o mercado brasileiro acumula uma valorização de quase 11%, ao passo que o desempenho dos Brics [...] é de queda de cerca de 14% no mesmo período. "À luz de tamanha valorização em período tão curto de tempo, a atratividade do Brasil frente aos outros países do Bric decaiu e investidores precisam ficar mais atentos à possibilidade de uma realização de lucros no curto prazo" (InfoMoney, 10/7/2008).

A leitura do mais recente relatório da Merrill Lynch acerca dos emergentes leva à conclusão de que as condições do mercado ainda não são favoráveis a um rali de recuperação nas bolsas desses países (InfoMoney, 11/9/2008).

Os países BRICS crescem, mas às custas do capital dos países desenvolvidos. Uma crise lá implica em saída de capital daqui, para "tapar o rombo" dos bancos de investimento de lá. Não há como a crise não nos contaminar. A citada alta de 11%, no mesmo período em que o mundo desacelerava, foi resultado do "efeito pré-sal" e do "efeito grau-de-investimento". Provavelmente financiamos um ágio para a saída dos estrangeiros.

E fica a questão: o ML é um dos observadores ou é um dos influenciadores do comportamento do mercado?

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